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Teatro
Maria do Céu Guerra é "D. Maria, a louca"

Maria do Céu Guerra afirmou que D. Maria I “é uma personagem maravilhosa e fascinante". "Eu acho que cada um de nós tem uma D. Maria própria e, de acordo com aquilo que é o nosso posicionamento relativamente ao seu tempo, à loucura, ao marquês de Pombal, à maternidade, à culpa, à religião, é que nos faz olhar para a D. Maria de maneiras diferentes”, disse.

Um pouco como o tonto da aldeia. Cada pessoa da aldeia se relaciona com ele de forma diferente e serve mais para definir a própria pessoa, que o tonto”, acrescentou. Para a atriz D. Maria I (1734-1816) “é uma enigma”.

O tempo dramatúrgico situa-se nas 48 horas que antecederam o desembarque da Rainha portuguesa no Rio de Janeiro e dos receios que a tomam, nomeadamente por ter sido quem assinou a sentença de morte de Tiradentes, homem que lutou em armas pela independência de Minas Gerais.
“Ela tinha receio que quando pusesse pé no Brasil lhe fizessem o mesmo que foi feito a Tiradentes", disse à Lusa Maria do Céu Guerra.

A actriz e encenadora afirmou que “D. Maria se culpabilizava imenso”. “Um exacerbamento da culpa religiosa, católica, no sentido mais punitivo. Sente-se culpada pela morte do filho, do pai, que morreu para lhe dar o Trono, e uma culpa perante o Brasil por ter assinado a pena de morte de Tiradentes”.

Com a chegada das tropas napoleónicas em 1808 ao território europeu português, o Príncipe regente, futuro D. João VI, traça uma estratégia, mudando a Corte para o Brasil, então colónia portuguesa.
A Rainha dada como demente não desembarca de imediato no Rio de Janeiro, pois o seu embarque em Lisboa, tinha sido difícil, com a Rainha a gritar e a recusar-se sair de Portugal. O filho, D. João, receando o mesmo na chegada a terras brasileiras, fez um compasso de espera de 48 horas. A peça desenrola-se neste compasso de espera, em que a soberana revê a sua vida.
“No fundo a peça é um pedido de desculpas da Rainha ao Brasil, por ter assinado a pena de morte de Tiradentes, a única que assinou pois preferia penas mais leves, como degredo ou outras”, disse Maria do Céu Guerra.

A peça é de uma autor brasileiro e chegou às mãos de Maria do Céu Guerra por intermédio do actor santos carvalho e com grande recomendação do encenador Celso Nunes.

A encenadora optou por fazer contracenar D.ª Maria I com uma aia sua preferida, a anã negra Joana Rita, papel que será desempenhado pelo actor Adérito Lopes.
“Na realidade não falam, mas interagem e a aia como que marca o tempo, já que a peça tem vários 'flashback'”, explicou Maria do Céu Guerra.
“No texto há um interlocutor ausente e eu dei-lhe uma personalidade cénica. Relaciona-se com a Rainha sempre através de gestos, da presença e é também um ser que atravessa a peça toda, marcando o tempo da acção”, acrescentou.

A peça está em cena no Cinearte, em Lisboa, até 28 de Julho, com cenário e figurinos de José Manuel Costa Reis e música de António Victorino d‘Almeida.

D.ª Maria I foi a primeira mulher que reinou em Portugal e a primeira cabeça coroada que morreu em território então ultramarino. A monarca sucedeu a D. José e foi a responsável pelo desterro do Marquês de Pombal e pela revisão de toda a política do reinado de seu pai, D. José, marcada pela doutrina do despotismo esclarecido.
A Rainha encontra-se actualmente sepultada em Lisboa, na Basílica da Estrela, templo que mandou erigir, e onde se encontra também sepultado o seu filho primogénito.
(AC)








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