Início
Quarta, 22 Maio 2019
PESQUISAR
  CINEMA
  TEATRO
  MUSEUS
  LIVROS
  DISCOS
  OUTROS
  CONCERTOS
  TELEVISÃO
  TURISMO
  OUTROS
Cultura Outros
Ser macaense como herdeiro da portugalidade

Ser “macaense vai muito além da ideia da naturalidade. É, na maioria dos casos, um luso-descendente, mas com forte sentido de pertença a Macau por ali ter nascido ou vivido e esta vivência é sedimentada no tempo com a comunidade”, disse à Lusa Miguel Senna Fernandes, presidente da Associação dos Macaenses.

Em Setembro, o diário de Hong Kong South China Morning Post escrevia que os macaenses “estão em risco de se tornarem uma espécie ameaçada” recordando que eram mais de 100 mil na década de 1960 e hoje são apenas um quinto desse número.
No entanto, a comunidade prefere falar numa adaptação da sua identidade aos novos tempos. A transição de Macau para a China em 1999 e o desenvolvimento económico trouxe profundas alterações sociais: Uma maioria de população portuguesa deu lugar a uma maioria de população chinesa num espaço que continua a ser multicultural.

Os macaenses não se sentem portugueses, nem chineses. É o sentimento de pertença a uma terra que tem mantido vivo, ao longo dos séculos, o encontro entre o Ocidente e o Oriente, que faz de Macau o segundo sistema da China.
Para Anabela Ritchie, a primeira mulher presidente do hemiciclo de Macau, basta “amar Macau de maneira muito profunda, ter a capacidade de se identificar com esta terra de uma forma muito especial” para se ser macaense: “Mas esta Macau é simultaneamente chinesa e portuguesa, é um espaço de partilha”.

Já o vice-presidente da Federação dos Jovens de Macau, Duarte Alves, realçou que os macaenses “fazem parte da história” do território mas não são apenas o resultado de uma fusão entre a China e Portugal: são, principalmente, “os filhos da terra”.
“Se calhar antigamente a influência portuguesa era maior, agora nota-se uma influência chinesa maior, é o sinal dos tempos”, disse Jorge Neto Valente, dinamizador da Associação dos Jovens Macaenses.

Para Senna Fernandes, “crise de identidade existe sempre: A comunidade macaense esteve sempre ligada a Portugal, que, como potência administrante de Macau, naturalmente influenciou e criou fortes raízes, mas os tempos mudaram e isso influencia o modo como nos identificamos”.

“Muitos jovens macaenses já não utilizam hoje o português como a primeira língua, mas o cantonense, apesar de manterem um contacto cultural por mais ténue que seja com Portugal ou com a ideia da portugalidade e este é um dos elementos fundamentais para se sentir macaense”, realçou.

Anabela Ritchie constatou que o macaense “tem uma capacidade de adaptação muito grande” e rejeita “sentimentos de orfandade e crise de identidade”: “Estou na minha terra, estou bem”.
“A identidade macaense, a fusão de culturas são também património de Macau”, defendeu Jorge Neto Valente.
Até 05 de Dezembro, os macaenses de Macau e da diáspora reúnem-se para provar que a comunidade está viva nos quatro cantos do mundo.
(ES)








< Voltar

Registo

Actualidade
A nova introspecção de Jorge Molder

Foi na tarde de ontem, 05 de Dezembro, inaugurada “A Escala de Mohs”, a mais recente exposição fotográfica do artista plástico português.
Nelson Mandela morreu aos 95 anos na sua casa

Após vários meses em estado critico, Nelson Mandela, o mais emblemático resistente contra o Apartheid, morreu.
Não perca as grandes oportunidades do StockMarket

Está de regresso o Stockmarket, com os seus grandes descontos e oportunidades únicas para fazer um bom e sortido shopping.

 

Últimas notícias
RTP estreia "Os Filhos do Rock" retratando a década de 80
2013-12-08
Morreu Edouard Molinaro
2013-12-08
Júlio Resende encantou ao piano com temas de Amália Rodrigues
2013-12-08
 

 
© JORNAL HARDMUSICA. Todos os direitos reservados.
powered by Codezone