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Centenário da implantação da República durante Outubro em Braga

Em Braga o centenário da implantação da República é celebrado com um conjunto de iniciativas que privilegia a recriação de momentos históricos conexos com a efeméride, designadamente os movimentos políticos e as contestações sociais ou as dinâmicas da vida rural e urbana nas primeiras décadas do século passado.

Embora se cumpra de forma mais enfática no preciso dia em que aconteceu a mudança de regime, 05 de Outubro, o programa estende-se por outras datas e por outros eventos, como é o caso da exposição “Braga nos Tempos da Primeira República: Ressonâncias Socio-Culturais” e o ciclo de conferências “Política e Primeira República”.

Com um forte componente ludo-pedagógica, este programa resulta da colaboração de várias entidades locais, merecendo particular destaque o Conservatório de Música de Braga, o Departamento de História da Universidade do Minho, o “Centro de Investigação Transdiciplinar Cultura, Espaço e Memória”, e a Associação de Artesãos do Minho, entre outras.

“A Preparação para a Mudança”, intervenções e leitura de textos alusivos à Revolução de 31 de Janeiro de 1891, abre esta comemoração, às 10:00 de 5 de Outubro, no cimo da Avenida 31 de Janeiro.

Meia hora depois, no cimo da Avenida da Liberdade, ouve-se falar de “Voto Responsável” e, um quarto de hora passado, na Praça da República, é a vez de os mesmos alunos do Conservatório de Música de Braga se pronunciarem sobre as “Conquistas Sociais”, com intervenções e discursos sobre as condições de trabalho à época.

O ponto alto que confere dimensão institucional a esta comemoração, acontece na Praça do município pelas 11:00.

A partir da varanda da Câmara Municipal, são então recriados os discursos de José Relvas, um dos dirigentes “mais antigos” do directório do Partido Republicano e, como tal, “escolhido” para proclamar a República na varanda da Câmara Municipal de Lisboa e de Manuel Monteiro, então Governador Civil de Braga.

Segue-se-lhe o içar da Bandeira Nacional, com guarda-de-honra do Regimento de Cavalaria 6-Braga, e a interpretação do Hino Nacional, pela Banda Musical de Cabreiros-Braga.

A leitura de textos republicanos continua durante todo o dia por cafés e espaços públicos do centro da cidade.

Uma festa popular, na Avenida Central, começa às 14:30 e prolonga-se por toda a tarde, com a actuação da mesma Banda Musical de Cabreiros e da Rusga de São Vicente, começando esta por interpretar um quadro alusivo ao mundo rural: “Desfolhada, a Festa no Trabalho”.

Alunas do Conservatório de Música de Braga dramatizam a “República no Feminino”, enquanto o Tin.Bra - Teatro Infantil de Braga apresenta “As Alcoviteiras” e a Associação Fazer Acontecer interpreta “Os Sons e as Palavras dos 100 anos da República”.

Pelo meio misturam-se pregões da Equipa Espiral e do Tin.Bra, que reproduzem os anúncios do ardina, do padeiro, da peixeira, do azeiteiro ou da mulher da carqueja.
O mesmo acontece com a figuração histórica e a animação de rua proporcionada pelos grupos folclóricos “Os Sinos da Sé” e Gonçalo Sampaio.

Os participantes podem ainda entreter-se com jogos tradicionais ou num ateliê infantil, com expressão plástica dedicada a “As Cores da República” e animação do conto “O Romance da Raposa”.

Prolongando-se pelos tempos imediatos, a comemoração cumpre-se então em eventos como a exposição “Braga nos Tempos da Primeira República: Ressonâncias Socio-Culturais”, que é inaugurada a 15 de Outubro pelas 17:30 na Escola Secundária Sá de Miranda.
Esta é uma parceria do Município com o Departamento de História e com o Centro de Investigação Transdisciplinar “Cultura, Espaço e Memória”, da Universidade do Minho.

Esta mostra vai itinerar pelos vários estabelecimentos de ensino do concelho, mediante inscrição na Divisão Municipal de Cultura.

Já a 28 de Outubro pelas 21:30, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Minho, ao Largo do Paço, acontece a primeira conferência do ciclo “Política e República”, promovido pelo Departamento de História da Universidade do Minho.

Ernesto Castro Leal, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, é convidado a falar de “Partidos e Programas Políticos Republicanos”.

À margem do programa municipal de comemoração, o centenário da República é evocado igualmente por outras entidades bracarenses e noutras circunstâncias, como é o caso do programa “Na República da Música” que o Conservatório de Música de Braga desenvolve durante o mês de Outubro.

Aliás, esta escola de ensino artístico programou ainda, de 4 a 16 de Outubro, a exposição “Do Fim da Monarquia ao Fim da Primeira República” e o jantar “Vivências Republicanas”.

O Centro de Estudos de Relações Internacionais da Universidade do Minho interroga-se a 5 de Outubro, na Casa do Professor pelas 10:30, sobre a “República de Quê?”, dia em que a “Velha-a-Branca - Estaleiro Cultural” debate, às 21:30, “A Proclamação da República na Sociedade Portuguesa e Bracarense.

Já o Agrupamento de Escolas de Palmeira quis assinalar esta efeméride com a instalação de um busto da República, da autoria do artista plástico António Guladas, na Escola “EB 2,3” de Palmeira, às 10:30 de 6 de Outubro.

Por seu turno, a Associação Cultural Francisco Sá de Miranda e a “Civitas Braga” agendaram para as 18:00 de 8 de Outubro a conferência/lançamento do livro “As Mulheres na Implantação da República”, da autoria de Fina d’Armada.

A publicação compreende um capítulo dedicado a três republicanas, sendo uma delas bracarense.
Em sua memória, será, aliás, plantada então uma árvore, concretamente um carvalho.

Outro dos momentos altos desta comemoração é o lançamento do livro “Roteiro Republicano de Braga”, coordenado por José Viriato Capela e Henrique Barreto Nunes, uma iniciativa do Conselho Cultural da Universidade do Minho, a 13 de Outubro pelas 21:30, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Minho.

A academia minhota, através do Instituto de Educação, promove também, a 22 e 23 de Outubro, no Campus de Gualtar, o colóquio “A Educação na República: Passado, Presente e Futuro”.




António Manuel Teixeira



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