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Os homens que inspiraram e apoiaram os Reis

“Os homens do Rei” é o novo título de José Brandão, que anteriormente assinou “A vida dramática dos Reis de Portugal” e "Regicídio".
Desta feita, a linha de investigação de José Brandão é sobre “os que sustentaram e garantiram as soberanias régias”, explicou à Lusa o autor.
Surgem assim Egas Moniz, o Conde Andeiro, Pina Manique, Pedro Nunes, Pascoal José de Melo, Alexandre Herculano, João Franco, Aires de Ornelas, entre outros.
“São – afirmou o autor – personagens com feitos e factos capazes de despertar as atenções protectoras ou os interesses mais exigentes das majestades reinantes e que por vezes ocupam funções que deixam ofuscado o patrono régio”.
José Brandão percorreu todos os reinados, excluindo a dinastia filipina (1580-1640) e incluindo o curto governo de D. António, prior do Crato, e lista vários homens “devotos do Rei, modelos de dedicação extrema que coexiste entre a estima sincera e a cumplicidade criminosa”.
Se o título da obra é "Os homens do Rei", o autor exclui os reis ibéricos - Filipe I, II e III - mas não as rainhas, nomeadamente, D.ª Maria I ((1777-1816) e D.ª Maria II (1834-1853).
José Brandão apresenta a biografia de cada “notável" por ordem cronológica, acompanhando a personagem mesmo depois de deixar de estar directamente ligada ao soberano.
Defende o autor que “há feitos da História de Portugal conseguidos à sombra de muita gente hoje quase anónima”. Entre estes, Brandão cita D. João Peculiar, arcebispo de Braga no reinado de D. Afonso Henriques, ou o bispo de Viseu, D. António Alves Martins no governo de D. Pedro V.
O chanceler Julião Pais (reinado de D. Sancho I) e o deputado Manuel Fernandes Tomás (D. João VI) são outros nomes referenciados, tal como Domingos Jardo (D. Dinis), Lourenço Pires de Távora (D. Henrique), António de Sousa Macedo (D. Afonso VI), ou Manuel Azevedo Fortes (D. João V).
No total, são biografados 85 “homens do Rei”. Por cada monarca, em média, estão referidos dois “devotos”, mas há reinados que ultrapassam este número, como acontece com D. Pedro II, D. João IV, D. Sebastião e D. João II, com quatro, e D. Manuel I que tem cinco.
Duarte Galvão, Pedro Álvares Cabral, Francisco de Almeida, Afonso de Albuquerque e Vasco da Gama são os cinco homens do Rei cognominado “o venturoso”.
José Brandão, 62 anos, esteve ligado à oposição democrática ao Estado Novo, antes do 25 de Abril de 1974, razão pela qual foi preso. Depois de ter sido sindicalista, após 1974, afastou-se das lides político-sindicais e tem-se dedicado à investigação e à escrita.
De 1983 a 1995, publicou vários artigos em jornais e revistas nacionais, nomeadamente Expresso, Diário Notícias e Diário de Lisboa.
“Sidónio – Contributo para a História do Presidencialismo”, “Carbonária – o Exército Secreto da República”, são alguns dos livros que já publicou.
(ES)








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