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"Porta do coração" de Ricardo Ribeiro no mercado

"Gravámos como se estivéssemos numa casa de fados, um fado puxando outro fado. Cada um, o Pedro Castro, eu próprio ou o Jaime Santos, dando uma ideia, uma achega", contou o fadista à Lusa.
O álbum, editado pela EMI Music Portugal, inclui 15 fados mais um "tema fantasma" que não está indicado nem visível no alinhamento, é produzido pelo fadista e os dois músicos que o acompanham: Pedro Castro (guitarra portuguesa) e Jaime Santos (viola).
No acompanhamento, há ainda a referir a participação de José Luís Nobre Costa (guitarra portuguesa) e Joel Pina (viola baixo).
"Foi para mim uma grande honra e um prazer ter podido contar com a sapiência do professor Joel Pina", sublinhou Ricardo Ribeiro.
O músico conta 90 anos de idade e mais de 50 de carreira. Integrou o Conjunto de Guitarras de Raul Nery, tendo acompanhado nomes como Amália Rodrigues, Maria Teresa de Noronha, Hermínia Silva, Fernando Farinha, Tristão da Silva, Tony de Matos, Teresa Tarouca, entre outros.
Referindo-se ao álbum, Ricardo Ribeiro afirmou que não quis "seguir uma estética vigente ou vencedora", tendo claramente optado pelo fado tradicional.
"Procurei ser eu próprio. Este é um disco do Ricardo Ribeiro e dos seus músicos e dos poetas e compositores que escreveram para ele", disse.
"O importante do fado - justificou - é a autenticidade e criar um estilo próprio".
O fadista firmou-se "mais liberto" depois das colaborações com Rão Kyao, Pedro Jóia, e Rabih Abou Khalil.
Referindo-se aos autores escolhidos afirmou: "Gosto deste tipo de poesia direta que entendo - e só se ama o que se entende - e destas melodias, foi daí que eu vim".
"Não andei à procura - prosseguiu - de poetas eruditos ou composições elaboradas, embora reconheça que é importante para o fado, mas isso não sou eu, e pugno pela autenticidade".
Neste álbum há poemas de Maria de Lourdes Carvalho, Tiago Torres da Silva, Mário Raínho, Rui Manuel, Saudade dos Santos e José Luís Gordo, ao lado de letras de autores já desaparecidos como Álvaro Duarte Simões, Carlos Conde ou Jorge Rosa.
Mas neste CD não há só fado e a composição "Somos do vinho e do mar", de Fernando Girão, é a excepção. Referindo-se a este tema, Ribeiro afirmou que "sendo o fado dos nossos dias, de um compositor fantástico, não é um fado, pois o fado tem a sua linguagem e as suas regras".
Todavia, são estas regras e esta linguagem, que o atraem, considerando que "o fado é mágico".
"Atrai-me a riqueza melódica, o como entoar, a fronteira imperceptível entre o estilar e o improvisar, o facto de ser muito lisboeta, tudo isto é mágico", sentenciou.
"Mas ninguém julgue que domina o fado - advertiu -nenhum fadista tem o domínio do fado, aquele arrepiar que se sente não acontece sempre, são momentos únicos".
O fadista afirmou-se satisfeito com o resultado final do disco "cheio de pormenores, na medida em que foi muito cuidado".
"Está bem estruturado e daí ter tantos temas, pois havia dois ou três que não podiam deixar fazer parte. Por outro lado, isto é uma prenda à família fadista que me pôs cá", disse.
(ES)








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