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Teatro
WEST SIDE STORY - o maior desafio de Ricardo Soler

O musical West Side Story não foge à regra que têm sido as produções de Filipe La Feria no Politeama e tem tido sempre “casa cheia”. La Feria não desilude e no palco da sala das Portas de Santo Antão assistimos a um musical de mão cheia com cenários arrojados, deslumbrante guarda-roupa sem descurar as interpretações de um elenco de 45 actores e bailarinos.

RICARDO SOLER, o protagonista desta história de amor idealizada na década 1950 e que rejuvenesce a tragédia de William Shakespeare, “Romeu e Julieta”, afirmou que este é o seu a maior desafio.

Em conversa com o Jornal Hardmusica, Ricardo Soler afirmou-se “completamente rendido” ao musical de Jerome Robbins, Arthur Laurents e Leonard Bernstein que revolucionou este género teatral.

A Operação Triunfo deu–lhe ensinamentos para pisar um palco como cantor mas não como actor e nesta produção, estreada a 29 de Novembro, além dos seus dotes vocais, Soler tem também que desenvolver a sua faceta de actor, um facto que reconheceu ter-lhe sido “difícil”.
Se sobressaem os seus excelentes dotes vocais, é facto que Ricardo Soler não se sai nada mal na contracena com outros colegas, o que o público reconhece, ovacionando-o várias vezes.

Para o actor-cantor “Filipe la Feria é um grande professor” e esta produção foi para si “uma grande escola”.
Sofremos todos um bocadinho, mas vele sempre a pena”, sublinhou Ricardo Soler que acrescentou que à conhecida “exigência de Filipe la Feria” juntava a sua própria exigente.“Sou exigente comigo mesmo e não há que ter medo da exigência pois é daí que vem a escola toda”, esclareceu. Uma exigência que assume com humildade. “Tento seguir o que me dizem, e corresponder às expectativas, mas quando não percebo pergunto”.

Ricardo Soler afirmou que a sua experiência de vida foi “importante” para ir buscar “material” para interpretar certas cenas, sendo um musical “com sentimentos muito fortes como o racismo, o ódio, o amor, etc.”, a sua experiência como enfermeiro também lhe serviu para construir o Tony.

Uma das que lhe foi mais difícil é a que abre o II acto “porque é um parte um bocado despida”. Uma cena que marca o seu encontro com Maria [Bárbara Barrads/Cátia Tavares] depois da luta entre bandos rivais e há uma cena de amor.
Tento pensar que não está ninguém a olhar para mim, senão tenho vontade de me meter num buraco, mas já foi mais complicada para mim”, confessou.

No II acto há outra cena, a do baile que o actor reconheceu ao Hardmusica que lhe é “dura” e exige alguma resistência, até porque “é compacto e complicado de fazer” e sente-se a “transpirar muito e paralelamente com a boca seca e vontade de beber água”.
Na segunda parte está, porém, a cena que mais gosta de interpretar, o quinteto, porque corresponde ao que sonhava quando era pequeno.
Nos meus mais remotos tempos de miúdo sonhava em participar numa cena assim num musical, com toda a gente a cantar ao mesmo tempo, musicalmente espantosa, a partitura é fabulosa, o cenário é muito dinâmico e acabar no meio em grande com o braços abertos”, disse.

No dia de estreia até as pernas lhe tremeram, confessou que o actor-cantor que se afirma “extasiado” ao interpretar a cena.

O actor, que se estreia nestas lides, foi espectador dos anteriores musicais levados à cena por La Feria, como “Canção de Lisboa”, admira a capacidade do encenador em “pôr a mexer toda uma companhia, desde técnicos a actores e bailarinos”. Um trabalho “complexo” que levou dois meses a preparar e para o qual se entregou por completo faltando aos amigos e à família. “Vinha para os ensaios e voltava para casa, dormia e regressava aos ensaios”, confidenciou.

Não foi fácil para Soler “vestir a pele de um rapaz da rua e romântico”, e durante os ensaios morreu o seu avô o que “foi muito difícil continuar para a frente”.

Entre a personagem e o actor-cantor há pelo menos um traço em comum: “são sonhadores e esperam sempre coisas boas”, disse.

Actualmente “sinto-me mais à vontade” e “mais seguro até a nível vocal” e confessa que gosta de revezar com Rui Andrade no papel de Tony, esperando “não desiludir nem o Filipe La Feria nem a companhia”.

O espírito de grupo tem sido fundamental para o actor que confessou que alguns colegas, designadamente bailarinos, lhe dão “algumas dicas”.

“West Side Story” transpõe “Romeu e Julieta” de Verona para a zona ocidental de Nova Iorque, onde reina a rivalidade entre duas comunidades imigrantes, porto-riquenhos e os brancos.
Tony é líder do gang de brancos, os Jets, apaixona-se por Maria, irmã do líder do gang rival, os Sharks.
Um amor que se desenvolve entre o ódio e a rivalidade dos dois gangs e dos seus códigos de honra, a exemplo do desentendimento shakesperiano entre os Capuleto e os Montecchio.

O musical, o mais bem sucedido da Broadway, foi protagonizado por Carol Lawrence, Larry Kent e Chita Rivera no palco do Winter Garden e fez carreira pelos Estados Unidos e teve fulgurante êxito em Londres no Her Majesty’s Theatre.

Em 1961 o êxito de palco foi catapultado para o estrondoso sucesso cinematográfico, protagonizado Natalie Wood, Richard Beymer e Rita Moreno, tendo conquistado 10 Óscares, incluindo o de Melhor Filme.

Ricardo Soler está satisfeito com o “seu” Tony a quem, afirmou, deu “muita coisa” sua porque é a sua primeira personagem e reconhece não só o desafio em trabalhar com La Feria como as perspectivas que se lhe gizam, e quanto a essas o jovem de 23 anos sonha alto: Londres ou a Broadway, não esquecendo que “ainda gosto de ser enfermeiro”.

Fotos: Ricardo Soler




António Manuel Teixeira



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