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Júlio Resende encantou ao piano com temas de Amália Rodrigues

Júlio Resende iniciou a 07 de Dezembro a digressão de apresentação do disco “Amália por Júlio Resende” com um concerto na Sede da Caixa Geral de Depósitos em Lisboa.

Pegando em alguns dos temas de Amália e adaptando-os ao piano, Júlio Resende  faz-nos voltar a apaixonarmo-nos por estes temas e a senti-los de um modo diferente.

Iniciou o concerto com “A casa da Mariquinhas” recebendo calorosa ovação perante a emoção de algumas das pessoas, principalmente de uma faixa etária mais elevada, certamente recordando este tema na voz de Amália.

Seguiu-se “Gaivota” e “Olhos Negros”. Este último “é um tema açoreano e que não faz parte do disco” a quem o artista deu um novo arranjo.

Após este tema, o artista indicou que “vou tentar dirigir algumas palavras. É sempre difícil falar de duas maneiras. Estou muito feliz por estar aqui, com vocês, tentando eu falar convosco através deste instrumento maravilhoso”. Pediu ainda “desculpa pela timidez mas é normal”.

O pianista explicou ainda à assistência que o objectivo deste disco “é tentar apaixonarmo-nos por coisas que já conhecemos. Esse foi o desafio com estes temas de Amália”.

O artista expressou ainda o desejo de “viajar tanto quanto a Amália o fez. Já não era mau” disse entre sorrisos.

“Tudo isto é fado” foi o tema seguinte e tal como nos outros, nunca desfigurando o tema e fazendo o fado sobressair, o artista aplicou alguns improviso. O público gostou e mais uma vez aplaudiu fortemente.

Mais do que a interpretação no piano dos temas de Amália, Júlio Resende mostra a sua sensibilidade, o seu gosto pelo fado e acima de tudo expõe o seu intimo sendo o piano quase que um dos seus órgãos vitais.

“Da alma” e “Foi Deus” foram os temas que antecederam “Barco Negro”, outro dos temas imortalizados por Amália e que ainda hoje vários fadistas interpretam.
Júlio Resende em todos eles fez-nos recordar Amália através do seu piano. A voz que acompanhava a melodia estava alojada no interior de cada um dos que assistiam ao concerto.

Estamos quase a chegar ao fim. Queria agradecer a vossa contribuição, pois eu não faço musica sozinho, faço musica para dar aquilo que eu sei fazer de melhor. A vossa comunicação faz com que eu me debruce sobre este ser e lhe tente dar uma vida com mais ânimo”, disse agradecendo ao público.

A voz de Amália surgiu então no tema “Medo” acompanhada magistralmente ao piano por Júlio Resende. Seria um excelente término de concerto.

Seria porque o público queria mais e após o artista sair de palco e num longo aplauso “obrigou-o” a voltar.  Interpretou mais dois temas, entre os quais “Casa Portuguesa” terminando o concerto com o público rendido, aplaudindo de pé uma artista que para além de sensibilidade mostrava também a sua humildade.

No final do concerto em declarações ao Jornal Hardmúsica, revelou que “o arranjo no tema “Medo” surgiu quase em acto continuo. Eu já tinha imaginado na minha cabeça mas como nunca tinha interagido com a voz dela tive de experimentar e percebi que a ideia estava de acordo com o resto. Depois fui construindo o arranjo, que está sempre em aberto”.

Este disco “mesmo antes de sair deixou algumas pessoas receosas, acerca do que podia acontecer, pois era de fado, tinha a voz de Amália, mas as criticas que têm surgido são positivas”, revelou ainda.

Terminou indicando que depois de se ter iniciado no jazz, lança agora um disco com temas de fado, “há mais ideias mas que serão pensadas a seu tempo. Para mim só há dois tipos de musica: a boa e a má. A partir dai faço o que quero”.

Foi uma noite em que se recordou Amália, sentiu-se o fado e absorveu-se toda a sensibilidade de Júlio Resende através do piano.




Rui Lavrador



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