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Ary, o poeta das canções, homenageado no Malaposta

Surpreendentemente, as músicas da Ary dos Santos, escritas, na sua maioria, há quatro décadas , parecem continuar a fazer todo o sentido na actualidade.

QuimZé Lourenço protagonizou o papel de Ary dos Santos, oferecendo uma versão das músicas históricas do poeta com arranjos mais sofisticados. Esta nova versão incorpora as sonoridades da musica clássica e contemporânea, do jazz e do fado.

QuimZé Lourenço contou com a companhia dos músicos João Ricardo Almeida no contrabaixo, Tiago Ramos na percussão e o maestro João Guerra Madeira no piano.
Como convidados especiais, contou com um saxofone tocado por Náná Sousa Dias e uma guitarra portuguesa por Guilherme Banza.
Catarina Gonçalves esteve em palco para interpretar algumas das músicas tocadas através de dança contemporânea.

Eu sinto-me mesmo muito honrado por estar aqui esta noite”, apresentou-se assim QuimZé depois de dar início ao espectáculo com “O amigo que eu canto”.
Eu acho que [Ary dos Santos] não morreu. Morreu fisicamente há 28 anos mas eu acho-o cada vez mais vivo”, continuou o cantor.

As músicas tocadas nesta noite seguiram uma linha cronológica e depois uma localização espacial.
QuimZé levou a plateia numa viagem no tempo, apresentando as músicas de Ary dos Santos que passaram pelo Festival da Canção entre 1969 e 1975.
São elas a “Desfolhada”, “A canção de madrugar”, “Cavalo à solta”, música esta que, considerou o cantor, faz o "retrato do poeta tal e qual como ele era". Seguiram-se também “Tourada” e “Estrela da tarde”, uma linda música de amor "de fazer chorar as pedras da calçada", afirmou QuimZé.

Na viagem no espaço, Lisboa foi eleita como destino. Entre as músicas que retratam a grande aproximação e afinidade que Ary dos Santos sentia pela cidade de Lisboa estavam “Um homem na cidade”, retratando o Rossio; “O Cacilheiro”, a zona ribeirinha; “Tango Ribeirinho”, Cais do Sodré ou mais precisamente o Mercado da Ribeira.
“O homem das Castanhas” também retrata Lisboa ou o país no geral, trata-se de uma "canção alegre que denuncia a não existência de emprego”, disse QuimZé.
A conhecida “Lisboa menina e moça” percorreu a cidade inteira, entrando pelos bairros mais mediáticos da cidade. Já com a viagem quase dada por terminada, ainda houve tempo para “Retalhos” e “Os putos”.

Estamos aqui a celebrar um homem imortal, um génio”, disse QuimZé em gesto de despedida.

A sala do Malaposta serviu de espaço de lembranças, onde o público pôde reviver momentos em que estas músicas eram ouvidas pela voz de Ary dos Santos. Quase nenhum refrão das músicas foi desperdiçado, a plateia aproveitou-os para mostrar a sua identificação com a música portuguesa.

Marisa Campos








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