Início
Quinta, 19 Outubro 2017
PESQUISAR
  CINEMA
  TEATRO
  MUSEUS
  LIVROS
  DISCOS
  OUTROS
  CONCERTOS
  TELEVISÃO
  TURISMO
  OUTROS
Museus
Fundação Mário Soares inaugura “Raízes”, exposição de desenho e pintura

A Fundação Mário Soares inaugurou a 06 de Novembro, a exposição “Raízes” que apresenta obras de desenho e pintura de dois artistas que reivindicam pertença angolana e portuguesa.
Nesta exposição, Vitor Ramalho apresenta alguns dos seus trabalhos de desenho e pintura figurativa, já Melício, escultor conceituado, apresenta obras suas de desenho e pintura híper realista.

O evento teve início pelas 18:30 e decorreu na Sala de Exposições da Fundação Mário Soares, onde a exposição estará aberta ao público nos próximos dias.
O Presidente da Fundação, Mário Soares fez as honras da casa e começou por falar sobre a relação que estabelece com os autores Vitor Ramalho e Melício, amigos e ambos com raízes em Portugal e Angola.

Vitor Ramalho apresentou Melício a Mário Soares e ambos os artistas manifestaram interesse em exporem obras suas na fundação do antigo Presidente da República.

Vitor Ramalho exerce muitas actividades, nomeadamente a pintura, foi assessor de Mário Soares aquando da sua Presidência (1986/1996).

Por duas vezes convidou o antigo Presidente da República para inaugurar duas exposições suas nas quais Mário Soares registou e salientou a simplicidade do seu traço nomeadamente nos desenhos das figuras femininas que preenchem a maioria dos quadros do autor nesta exposição.

Depois de conhecer Melício, Mário Soares tomou conhecimento de que este artista tinha sido o responsável pelo restauro do interior da Sede Nacional do PS, incluindo a “Sala da Música” onde existe uma escultura híper realista de uma maestro em tamanho natural. É também autor de várias esculturas em espaços públicos espalhados pelo país e estrangeiro.

Tendo este artista mostrado a Mário Soares, alguns trabalhos que pretendia expor, e que reflectem as suas raízes africanas, surgiu o título da exposição “Raízes”, pois também Vitor Ramalho tem as mesmas origens.

Também os artistas proferiram algumas palavras e introduziram o público presente nos seus trabalhos.
Nas suas obras, Vitor Ramalho opta por representar a figura feminina em posições de movimento aeróbico, uma forma de definir “Liberdade”. Os seus desenhos são muito minimalistas, em telas de pequenas e grandes dimensões, existe um recurso frequente à tinta preta e por vezes às cores. São sobretudo desenhos que nos remetem para um passado africano. Na exposição destacam-se as figuras femininas de braços levantados e que nos sugerem uma invocação à liberdade, exaltada pelo autor. As personagens surgem como que se estivessem a levantar vôo de forma a fugirem dos interesses dos que se valiam da superioridade sobre os negros, e que pretendiam inculcar as suas ideias metropolitanas e cosmopolitas. Grande parte das obras deste autor sugere a libertação, o vôo, abstracção e sonho, o conceito de “Liberdade” representado através do corpo. Vitor Ramalho apresenta sobretudo, um conjunto de obras mais abstractas respeitantes ao desenho e pintura figurativa que aplica.

Já no conjunto de obras assinadas por Melício, vislumbra-se uma interessante associação entre o híper realismo que caracteriza as figuras humanas representadas, e os cenários que tão bem ilustram a paisagem africana. As figuras humanas são precisamente o povo natural dessa paisagem. Melício quase que dá vida a estas personagens através da minuciosidade com que regista os traços fisionómicos das mesmas. Além disto, faz ainda uma alusão aos diferentes estatutos sociais, usos, costumes e tradições desde povo.
Segundo Melício, este híper realismo patente na representação dos traços fisionómicos, é realizado com recurso ao carvão no qual sobrepôs uma camada protectora de verniz, depois de isolar a figura, procedeu à pintura dos cenários.

A inauguração prosseguiu com um cocktail de convívio entre as dezenas de pessoas que estiveram presentes no evento e que tiveram a oportunidade de falar com os artistas e autores das obras.

A Fundação Mário Soares foi constituída em 1991 e presta-se a gerar iniciativas e projectos que cheguem a diversificados e vastos públicos, propondo o debate de ideias e valores e a procura de percursos para a afirmação de uma cidadania contemporânea, e é dentro deste conceito que a fundação se compromete a acolher mais esta exposição.

Sem dúvida, um conjunto de obras imperdível, em que são apresentadas duas versões das mesmas “Raízes” africanas, representadas através da arte de desenho e pintura de Artur Ramalho e Melício. A exposição estará aberta ao público até 20 de Novembro, de segunda a sexta-feira entre as 14:30 e as 19:30. A entrada é livre.




Melanie Silva



< Voltar

Registo

Actualidade
A nova introspecção de Jorge Molder

Foi na tarde de ontem, 05 de Dezembro, inaugurada “A Escala de Mohs”, a mais recente exposição fotográfica do artista plástico português.
Nelson Mandela morreu aos 95 anos na sua casa

Após vários meses em estado critico, Nelson Mandela, o mais emblemático resistente contra o Apartheid, morreu.
Não perca as grandes oportunidades do StockMarket

Está de regresso o Stockmarket, com os seus grandes descontos e oportunidades únicas para fazer um bom e sortido shopping.

 

Últimas notícias
RTP estreia "Os Filhos do Rock" retratando a década de 80
2013-12-08
Morreu Edouard Molinaro
2013-12-08
Júlio Resende encantou ao piano com temas de Amália Rodrigues
2013-12-08
 

 
© JORNAL HARDMUSICA. Todos os direitos reservados.
powered by Codezone