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"O circo em Portugal é marginalizado", afirma Miguel Chen

Foi com simpatia que Miguel Chen recebeu o Hardmusica nos aposentos do seu reino, o Circo Chen. Passados poucos minutos do final do último espectáculo realizado neste domingo 03 de Dezembro, o proprietário daquele que é um dos maiores circos nacionais falou-nos desta nova produção e da situação actual de “uma arte cultural que é tratada como indústria”.


“Evolução” é o título dado ao espectáculo de Natal oferecido pelo Circo Chen neste fim de 2011, classificado por Miguel Chen como sendo “excepcional e diferente”. Olhando para o ambiente vivido nestes dias no espaço da antiga Feira Popular de Lisboa, em Entrecampos, parece que centenas de pessoas partilham da mesma opinião.

Tal como os dois que já se tinham realizado neste mesmo dia, o espectáculo que estava marcado para as 16:30 contou também com uma casa cheia composta por muitas crianças. Tendo como atracção principal a grande coragem do audacioso domador de crocodilos Richard Faggioni, a festa contou também com muitas acrobacias, tigres e, como não poderia faltar, palhaços.

Numa grande celebração que teve a duração aproximada de duas horas, a primeira artista arrancar fortes aplausos da plateia foi Verónica Chen. Com uma postura firme de vincada autoridade, a domadora entrou em palco acompanhada pelos seus quatro tigres levando-os a desempenhar uma sequência de malabarismos que terminou com um dos animais a manter-se apoiado em apenas duas patas.

Já depois do número dos crocodilos e entre várias actuações de equilibristas e ginastas, a perícia com que Jackson dominou a sua bicicleta levou o público ao rubro. Capaz de manobras impossíveis e até de colocar a sua família inteira a circular simultaneamente em cima do seu veículo, o ciclista protagonizou uma performance de invulgar valor e talento que ficará na memória dos presentes.

Nas palavras de Miguel Chen, “é exactamente a qualidade do espectáculo o maior trunfo do Circo Chen”. Com uma grande vivacidade para uma pessoa de 73 anos, o líder da família Chen apela a toda a sua experiência no ramo para lamentar o facto de o circo não ser considerado cultura em terras lusas, em oposição à maioria dos países da Europa. “A arte circense está marginalizada em Portugal, o nosso trabalho não é reconhecido”, declarou.

Uma “discriminação” que para Miguel Chen tornou-se ainda mais clara com a aprovação da lei que proíbe a procriação de animais selvagens no meio circense. Revoltado com a situação, o proprietário do Circo Chen aponta o dedo à “corrupção da classe política” e mostra-se da opinião que “é tudo uma questão de dinheiro e de interesses”.


Ainda que não querendo adiantar pormenores para não “abrir o jogo” para os seus adversários, Miguel Chen garante que “há sempre formas de contornar a lei” para garantir a presença dos animais no circo em tempos futuros. “Os tigres que temos ainda são novos. Quando for necessário substituí-los será de certo encontrada uma solução, mas isso logo se verá. Até lá, tenho a certeza que o tempo vai mudar”, acrescentou.


Veterano nestas andanças, Miguel Chen garante que todos os seus animais são tratados da melhor forma possível, mas quando confrontado com a sua existência fora do seu habitat natural mostra-se reticente. O líder da família Chen admite que os tigres são originários de locais bem diferentes, mas destaca o facto de estes já terem nascido neste meio. “Eles não conhecem outra vida e se fossem agora libertados morreriam. Dentro da vida que têm penso que estão muito bem”, confessou.


Quanto ao futuro, Miguel Chen admite a hipótese de existir um circo sem animais, desde que haja “as contrapartidas financeiras necessárias”. Inserido nesta já longa fábula que promete ainda dar muito que falar, o Circo Chen vai continuar presente em Entrecampos com o “Espectáculo Evolução” até dia 08 de Janeiro com preços a variarem entre os 10 e os 30 euros.








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