Início
Segunda, 01 Setembro 2014
PESQUISAR
  CINEMA
  TEATRO
  MUSEUS
  LIVROS
  DISCOS
  OUTROS
  CONCERTOS
  TELEVISÃO
  TURISMO
  OUTROS
Teatro
“A Culpa é do Mordomo” é uma peça para "rir só por rir"

A antiga sala de cinema que é hoje o Teatro Turim, em Benfica, tem por hábito privilegiar os projectos mais experimentais e alternativos. A fugir a esse registo está “A Culpa é do Mordomo”, uma comédia de Jorge Picoto encenada por Cristina Basílio, que tem como único objectivo pôr o público a rir do princípio ao fim.
E tão bem que esse objectivo é cumprido!

A história é simples: Jerónimo, o mordomo, aproveita uma viagem dos patrões para tentar ficar com a herança que é destinada aos donos da casa onde trabalha. Para isso, vê-se obrigado a elaborar uma série de mentiras e vigarices inofensivas que acabam por falhar.

O texto de Jorge Picoto – que é, na peça, o jardineiro tolo que tem histórias cómicas que não lembram a ninguém – juntou-se à encenação de Cristina Basílio – a filha um tanto ou quanto promíscua dos patrões – numa sintonia perfeita.

A marcar o início do tom cómico da peça desde os primeiros instantes está uma trama de traições, em que o pai anda com a cozinheira e a mãe com o jardineiro (e o mordomo, claro, é o único que sabe de tudo).

Mas se isto lhe parece cliché a mais para ter piada, desengane-se. É que as piadas são construídas de tal forma simples e saem com tamanha naturalidade que é impossível conter as gargalhadas por parte de quem está sentado a assistir.

Cristina Basílio (ou seria melhor dizer "a energética e pouco inocente Jessica"?), que encena pela primeira vez uma peça, confessa o quanto se tem divertido no processo de construção de “A Culpa é do Mordomo”. E a boa dose de improvisação que está inerente a todo o espectáculo também contribui para isso.

Jorge Picoto disse ao Hardmusica que este texto demorou vários anos até estar concluído e que, por vezes, ao retomar a sua escrita, era difícil apanhar o ritmo pretendido.

Apesar de esta ser uma peça que idealmente foi construída para que tivesse o tom cómico presente ao longo de toda a sua duração (pouco mais de uma hora), os momentos mais calmos, também eram precisos para que a história chegasse até ao público e este a absorvesse e respirasse.

No entanto, os medos de haver piadas que não resultassem ou que houvesse uma quebra demasiado brusca no ritmo da peça são partilhados não só pelo autor e pela encenadora, como também pelos (restantes) actores.

Para Gonçalo Oliveira está a ser um grande desafio interpretar a personagem de um notário muito sério e contido, mas nem por isso se está a divertir menos. Tem noção que o humor depende muito de pessoa para pessoa e que as mesmas piadas podem resultar de forma diferente consoante a energia do público e do próprio actor, mas, ainda assim, as expectativas para os espectáculos que se avizinham são altas. E afirma: “o melhor salário é que as pessoas nos venham ver, que se riam e que interajam connosco”.

O mordomo, ou, melhor, Pedro Luzindro, reconhece que na base desta peça está um texto cheio de humor, em que o ridículo vai naturalmente dando asas a um ridículo ainda maior, sem nunca parecer demais.

O facto de ser o protagonista da peça não o assusta por aí além porque acredita que o seu papel é apenas o de “estimular a acção”, e que “a responsabilidade é sempre repartida”entre actores.

Numa altura em que se espera que as comédias retratem momentos dos nossos dias, passando, junto de risos e piadas, duplas mensagens, Cristina explica que tal não acontece aqui. “O que se pretendia com este texto era um resgate das comédias dos anos 50, as comédias dos enganos”, disse, acrescentado que a peça representa “o lúdico elevado ao máximo”.

“Sem qualquer mensagem escondida, esta é uma peça para rir só por rir”, disse Jorge.

E o que reina são de facto as trapalhices, as vigarices que acabam por correr mal, os enganos. Tudo com muita descontracção e boa-dispoição à mistura.

“A Culpa é do Mordomo” estreia já dia 21 de Novembro e estará em cena até dia 27 de Dezembro, todas as Segundas e Terças-feiras, às 21:30, no Teatro Turim, em Benfica.

Esta peça conta com interpretação de Cristina Basílio, Gonçalo Oliveira, Mafalda Franco, Jorge Picoto, Paulo Duarte Ribeiro e Pedro Luzindro. O texto é de Jorge Picoto, a encenação de Cristina Basílio, a luz e o som de Bruno Gouveia e a produção de Frederico Alves.








< Voltar

Registo

Actualidade
A nova introspecção de Jorge Molder

Foi na tarde de ontem, 05 de Dezembro, inaugurada “A Escala de Mohs”, a mais recente exposição fotográfica do artista plástico português.
Nelson Mandela morreu aos 95 anos na sua casa

Após vários meses em estado critico, Nelson Mandela, o mais emblemático resistente contra o Apartheid, morreu.
Não perca as grandes oportunidades do StockMarket

Está de regresso o Stockmarket, com os seus grandes descontos e oportunidades únicas para fazer um bom e sortido shopping.

 

Últimas notícias
RTP estreia "Os Filhos do Rock" retratando a década de 80
2013-12-08
Morreu Edouard Molinaro
2013-12-08
Júlio Resende encantou ao piano com temas de Amália Rodrigues
2013-12-08
 

 
© JORNAL HARDMUSICA. Todos os direitos reservados.
powered by Codezone